Como personalizei uma máquina de autocolantes vintage
Personalizar uma máquina de autocolantes vintage só com autocolantes? Desafio aceite. Sou uma artista de Nova Iorque e queria que o design desta máquina refletisse a cidade, porque a ideia era levá-la a todos os meus pop-ups por Nova Iorque fora. Queria que fosse algo com que as pessoas se identificassem e que despertasse um bocadinho de nostalgia.
Olá!
Sou a Lisa Champ, também conhecida como @redhalftone. Sou artista e designer e vivo em Nova Iorque.
Passo a maior parte do tempo a ilustrar, a desenhar e a trabalhar em projetos que me mantêm curiosa. Espero que partilhar um pouco do meu processo te inspire a criar algo também.
Lisa, Community Author

Antes de mais
Para começar, medi cada lado da máquina e fiz uma maquete à escala no Adobe Illustrator. Assim, sabia exatamente o tamanho de cada autocolante quando chegasse a altura de os preparar para impressão.
Desenhei cada painel como se fosse uma folha de flash de tatuagem com o tema de Nova Iorque: pombos, pizza, bagels, ratos e muitos outros clássicos de NY. Mantive a paleta de cores muito minimalista, com a ideia de deixar a cor da máquina aparecer através de algumas ilustrações.




O material «certo» para o trabalho
Para este projeto, escolhi os transfer stickers da StickerApp porque não têm material de fundo extra e iam parecer pintados diretamente na superfície da máquina. Isso ajudava a criar o ar clássico que eu procurava.
Quando os autocolantes chegaram, limpei e preparei a máquina com cuidado. Desmontei cada painel para o pousar na horizontal e aplicar os transfer stickers. Também tive à mão a minha maquete à escala como referência de posicionamento, para que o resultado final ficasse igualzinho ao que tinha planeado. E, antes de os aplicar, dispus todos os autocolantes em cada painel para acertar os espaçamentos.

Primeira impressão
Conheço muito bem o transfer em vinil, mas foi a primeira vez que usei um transfer sticker. São parecidos, mas percebi logo que os transfer stickers colam muito mais e perdoam muito menos do que o vinil.
Durante o processo, enganei-me algumas vezes a posicioná-los. Alguns consegui descolar e voltar a colocar, mas outros não, sem estragar o autocolante. Se conheces os autocolantes eggshell (casca de ovo), os transfer stickers têm tendência a desfazer-se de forma parecida quando os tentas tirar.

Transfer stickers em ação
Os transfer stickers são especiais porque têm uma película à frente e outra atrás. A de trás sai primeiro e deixa à vista o lado adesivo do autocolante. A da frente é a que mantém todas as partes do autocolante unidas e ajuda a posicioná-lo na superfície.
Usei uma espátula para alisar os autocolantes e tirar as bolhas de ar à medida que os aplicava. Depois de confirmar que cada um estava bem colado, retirava a película da frente. Essa película também cola imenso e, nos autocolantes maiores, é preciso um bocadinho mais de força para a tirar.
Nova Iorque no coração
Depois de aplicar todos os transfer stickers, chegou a hora dos toques finais. Desenhei uma placa para a frente da máquina: um autocolante metalizado gigante que levava o tema também à frente e mostrava às pessoas os autocolantes que podiam tirar da máquina.
Também desenhei sete autocolantes colecionáveis: o caroço de maçã, a rosa, o rato do bagel, NY Rats, a tocha, o rato da pizza e o pombo zangado. Foram todos impressos no material espelhado da StickerApp. Por fim, enchi a máquina. Criei autocolantes comuns (os prateados) e raros (os dourados) para tornar a coleção um bocadinho mais divertida!


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